Obituário – Carlos Serra

É com muita dor que o IEAf tomou conhecimento do desaparecimento físico de uma das referências principais da sociologia moçambicana, o Professor Carlos Serra, em Portugal. Neste momento de dor e consternação, O IEAf se une à família enlutada e a toda a comunidade cientifica moçambicana. Serra é considerado como o primeiro sociólogo moçambicano, que introduziu estudos de sociologia moderna naquele país depois da queda do regime socialista. Serra obteve seu doutorado na França, e sempre foi uma das colunas do Centro de Estudos Africanos da Universidade Eduardo Mondlane, onde atuava como Professor Titular. Autor de muitas obras de história, sociologia e politica, dedicou-se também, nos últimos anos, à literatura. Foi premiado várias vezes graças ao seu blogue de oficinas de sociologia. Observador atento e sensível, representou a sociedade moçambicana e suas transformações ao longo dos últimos trinta anos, com sagacidade e uma humanidade fora do comum, inclusivamente na sua coluna fixa do semanário Savana. Aos seus alunos e colegas caberá agora a tarefa de recolher seu legado, dando continuidade ao seu trabalho para melhor homenagea-lo, num momento tão difícil para Moçambique e a África em geral.

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Divulgando – 14º Congresso Mundos de Mulheres | FEMINISMOS AFRICANOS – CONSTRUINDO ALTERNATIVAS PARA AS MULHERES E PARA O MUNDO ATRAVÉS DE UM CORREDOR DE SABERES QUE CUIDA E RESISTE

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O Congresso Mundos de Mulheres é um evento internacional e interdisciplinar que congrega mulheres e homens de diferentes áreas da academia e do activismo de todo o mundo.

O seu objectivo principal é a criação de um espaço de debate amplo onde diversos actores reflectem e dialogam sobre as suas acções e experiências; questionam e (re)constroem paradigmas a partir de diferentes perspectivas.

O primeiro Congresso do Mundos de Mulheres realizou-se em 1981 em Israel, na Universidade de Haifa e o último, 13º, em Florianópolis, Brasil, na Universidade de Santa Catarina, UFSC, em simultâneo com o 11º Fazendo Género.

Em 2002 realizou-se no continente Africano, no Uganda, na Universidade de Kampala, com o tema MUNDOS GENDERIZADOS: GANHOS E DESAFIOS e teve como principal oradora, a docente e investigadora feminista Amina Mama que apresentou uma comunicação intitulada Ganhos e Desafion: Ligando a Teoria e a Prática, no dia 21 de Julho.

14º Congresso Mundos de Mulheres

TEMA: FEMINISMOS AFRICANOS – CONSTRUINDO ALTERNATIVAS PARA AS MULHERES E PARA O MUNDO ATRAVÉS DE UM CORREDOR DE SABERES QUE CUIDA E RESISTE

PRINCÍPIO

Organização colectiva e dialogada entre academia e movimentos nacionais e internacionais – que o próprio processo seja de aprendizados e diálogos entre as diferenças.

Espaço de incentivar a recriar novas formas organizativas, novos valores académicos, novas relações com a sociedade.

Processo político – MM e feminismos em MOÇAMBIQUE: para pensar o programa e metodologia; reflectir quem somos e que queremos aprender nesse processo, considerando os contextos mundiais.

OBJECTIVO

Criação de um espaço de debate amplo onde diversos actores reflectem e dialogam sobre as suas pesquisas, acções e experiências; questionam e (re)constroem paradigmas a partir de diferentes perspectivas e territórios.

Local: Campus Universitário Principal, Universidade Eduardo Mondlane, em Maputo – Moçambique.

Data: 21 a 24 Setembro de 2020

Maiores informações em -> http://mm2020.uem.mz/14o-congresso-mundos-de-mulheres/

Divulgando |Inscrição de comunicações – Seminário “Áfricas e Pós-Abolição: Saberes TransAtlânticos” – Universidade Federal de Juiz de Fora

O Seminário “Áfricas e Pós-Abolição: Saberes TransAtlânticos”  recebe inscrição de comunicações até o dia 13 de março. Pesquisadores interessados em participar do evento, que será realizado na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) entre os dias 25 e 27 de maio, devem preencher o formulário eletrônico e fazer o encaminhamento do resumo.

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O Seminário Áfricas e Pós-Abolição: Saberes TransAtlânticos é fruto de diferentes encontros acadêmicos ocorridos nos últimos anos em Minas Gerais.

A extensão da linha de pesquisa Memória, Áfricas e Escravidão do LABHOI – Laboratório de História Oral e Imagem da UFF para a UFJF em 2018, transformou o LABHOI em rede interinstitucional e permitiu a integração entre o laboratório e o grupo de pesquisa Afrikas, gerando um novo grupo de pesquisa no CNPq, o LABHOI/Afrikas, que atualmente é coordenado por Hebe Mattos e Fernanda Thomaz.

Em maio de 2019, o programa de Pós-Graduação em História da UFJS promoveu o Iº Seminário de Pós Abolição e História Pública.

O encontro reuniu pesquisadores de diferentes instituições e reuniu os membros do GTEP/ ANPUH (emancipações e pós-abolição) em Minas Gerais, construindo um evento pioneiro acerca dos temas.

No mesmo ano, o LABHOI/Afrikas organizou o colóquio “Áfricas e Brasis: Saberes Transatlânticos” em parceria com os organizadores do Seminário da UFJS e o GETP/ANPUH, realizado nos dias 27 e 28 de novembro de 2019.

Essas diferentes interlocuções instigaram a dar continuidade aos encontros e a delinear novos rumos para 2020.

O Seminário Áfricas e Pós-Abolição: Saberes TransAtlânticos, a ser sediado na UFJF entre os dias 25 e 27 de maio, pretende reunir e aprofundar o diálogo acadêmico nos campos de Estudos Africanos, Pós-Abolição e História Pública.

Convidamos pesquisadores a submeterem trabalhos que ampliem as possibilidades de compreensão sobre Áfricas em suas distintas temporalidades e interconexões, de modo a reavaliar o próprio campo de estudos que, nos últimos 16 anos, cresceu consideravelmente no Brasil com produções acadêmicas sofisticadas em torno das experiências e práticas sociais dos africanos, desde o plano continental até suas conexões externas. Buscamos discutir também as interconexões em torno da atlanticidade que margeia as relações com o Brasil e a Afro-América à sombra do tráfico intercontinental, com ênfase na história do racismo e da cidadania negra em contextos atlânticos escravistas e pós-escravistas.

A História Pública da Escravidão e das Emancipações em Minas Gerais, em especial, maior província escravista do país, é outro ponto fundante do Seminário, ratificando o esforço da primeira edição de escrutinar os “becos da memória” negra em Minas, oportunizando a emersão de novas subjetividades negras e refletindo sobre seus desdobramentos na escrita de uma história que descortine novas epistemologias para o ensino de História, a partir dos seguintes eixos temáticos: 

SIMPÓSIO TEMÁTICO 

ST 1 – Emancipações, pós-abolição e memória

Neste eixo do simpósio, em diálogo com o Grupo de Trabalho Emancipações e Pós-Abolição (Gtep) da Associação Nacional de História (Anpuh) e procurando aprofundar uma perspectiva decolonial nas abordagens abertas por este campo de pesquisa, bem como fortalecê-lo em Minas Gerais, encorajamos a submissão de trabalhos que articulem os seguintes temas ou abordagens:

1) experiências de escravizações, precariedade da liberdade e possibilidades de cidadania no mundo atlântico;

2) raça, gênero, classe e etnicidade em sociedades escravistas e pós-escravistas;

3) escravidão e racismo estrutural: arcaísmos e modernidade como questões historiográficas;

4) trajetórias e subjetividades negras e indígenas na escravidão e na liberdade;

5) racismo estrutural, escravidão e política no Brasil imperial e republicano;

6) escravidão, racismo e história do trabalho;

7) trabalho rural, migrações negras e pós-abolição em perspectiva comparada;

8) etnogêneses negras e indígenas em perspectiva histórica;

9) movimentos negro e indígena como questão historiográfica;

10) história e cultura negra no Atlântico: revisitando Minas Gerais 

 

ST 2 – Áfricas: Tempos e Reconexões

Este simpósio temático propõe pensar as Áfricas em diferentes temporalidades e conexões a partir de várias áreas disciplinares que tem possibilitado a construção do campo de Estudos Africanos no Brasil, permitindo o surgimento de novas abordagens teóricas, metodológicas e epistemológicas. Pretende-se com este simpósio integrar pesquisadores de todo o país instigando à submissão de trabalhos com diferentes temas, podendo sugerir alguns deles:

1)    Estudos Africanos e seu ensino no Brasil

2)    Deslocamentos e conexões africanas

3)    Metodologias de pesquisa e abordagens historiográficas nos Estudos Africanos

4)    Movimentos sociais e lutas por direitos em África

5)    Relações de gênero e experiências de mulheres africanas

6)    Trabalho, relações de dependência e escravidão na África

7)    Interconexões atlânticas, tráfico intercontinental e fluxo de populações africanas

8)    Dinâmicas religiosas e práticas espirituais

9)    Produção artísticas e dimensões culturais no continente africano

10)    Intelectuais africanos e caminhos epistemológicos

 

 ST 3 – História Pública e Ensino de História

Pensar as relações entre a História Pública e o Ensino de História é o objetivo desse ST, a partir do reconhecimento das interfaces entre divulgação do conhecimento histórico e as formas como passado/presente e se repensam. Para tanto convidamos trabalhos que se pautem em pesquisas voltadas para:

1) Ensino e reescrita da História;

2)  Epistemologias do Ensino de História;

3) História Pública e construção de narrativas;

4) Memórias e subjetividades no ensino de História;

5) História pública, currículo e mediação docente,

6) Metodologias de pesquisa e Ensino de História

7) História Pública, racismo estrutural e história subalterna

8) Gênero, raça e classe aos olhos da História Pública

CRONOGRAMA

Inscrição de comunicações: Até 13/03/2020

Resumo: 1800 a 3000 caracteres com espaço (que será publicado nos ANAIS) a ser enviado ao email: africasbrasisaberes@gmail.com

O evento contará com um comitê científico e um comitê pedagógico para a seleção dos trabalhos. As propostas selecionadas pelo Comitê Pedagógico serão adaptados para uma posterior produção de material didático para uso na educação básica. Autores poderão optar por realizar a adaptação ou autorizar que a mesma seja feita pelo Comitê.

*Informar na inscrição se autoriza a adaptação do texto pelo comitê pedagógico para produção de material didático ou se fará a adaptação.

*Ficha de inscrição deverá informar raça/gênero e mini-currículo

Divulgação de trabalhos aprovados: 13/04/2020

Entrega do texto completo para circulação entre os participantes até 30/04/2020

 

Comissão Organizadora:

Giovana Castro (UFJF), Hebe Mattos (UFJF), Livia Monteiro (UNIFAL), Fernanda Thomaz (UFJF)

Divulgando | Documentário ‘Guiné-Bissau: Da Memória ao Futuro’

“Vimos por este meio comunicar que o documentário Guiné-Bissau: Da Memória ao Futuro, realizado por Diana Andringa, foi disponibilizado na plataforma YouTube (link abaixo). Exibido pela primeira vez, na RTP África, no passado dia 24 de setembro é agora possível também assistir ao filme com legendas integrais em Português ou Inglês, acionando para o efeito as devidas definições na plataforma.

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https://www.youtube.com/channel/UCwXEZdgFVGP8zvty8ArWj_g

Guiné-Bissau: Da Memória ao Futuro é testemunha das esperanças e dos bloqueios que foram construindo o país durante mais de quatro décadas.

Filmado integralmente na Guiné-Bissau, em setembro de 2018, quando se celebravam os 45 anos da independência, o documentário regista os testemunhos de um conjunto de académicos de várias nacionalidades, membros da sociedade civil guineense, artistas e combatentes da luta de libertação nacional que refletem e debatem as memórias e os legados desse passado.

Guiné-Bissau: Da Memória ao Futuro percorre uma ampla viagem reflexiva sobre a imaginação e a construção da Guiné independente, mostrando-nos, também, como a memória pode servir de instrumento à geração do presente para a construção do futuro.

Realizado por Diana Andringa, com guião da realizadora e de Miguel Cardina, o filme foi produzido pela Garden Films e pelo Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, através do projeto CROME – Memórias Cruzadas, Políticas do Silêncio. As Guerras Coloniais e de Libertação em Tempos Pós-coloniais, e contou com apoio financeiro do ICA / Ministério da Cultura de Portugal.

Em nome de toda a equipa que produziu o documentário, convidamo-lo a assistir, caso ainda não tenha tido oportunidade de o fazer, e agradecemos, mais uma vez, a sua disponibilidade e contribuição para este projeto, sem a qual não teria possível realizar este filme.

Agradecemos ainda a colaboração que nos possa prestar na divulgação do mesmo”.

Com os melhores cumprimentos,

Garden Films

Divulgando | Inscrições para preenchimento de vaga para professor Adjunto A (História da África) – UFBA

UFBA

Prezadas/os,

Entre 02/01/2020 a 10/02/2020, estarão abertas as inscrições do concurso para o preenchimento de 1 (uma) vaga para professor Adjunto A (História da África), Regime de Trabalho DE. O Edital 03/2019 e o DOU já estão disponíveis no site: https://concursos.ufba.br/editais-docentes-2019-3. Todas as dúvidas dos(as) candidatos(as), devidamente fundamentadas conforme o referido edital, deverão ser encaminhadas à Direção da FFCH (ffch@ufba.br).

Chamada para comunicações | 11º Congresso Ibérico de Estudos Africanos – CIEA11

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O 11º Congresso Ibérico de Estudos Africanos (CIEA11) vai realizar-se em Lisboa, nos dias 2 a 4 de julho de 2020, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. O CIEA11 será organizado pelo Centro de História da Universidade de Lisboa (CH-ULisboa).
Desde 1991 e ao longo de dez edições, o Congresso Ibérico de Estudos Africanos (CIEA) constituiu-se como um espaço singular de encontro, partilha e questionamento sobre a produção académica ibérica e internacional no domínio dos Estudos Africanos. O CIEA10 realizou-se em Granada, em janeiro de 2018, e foi organizado pelo AFRICAInEs: Investigación y Estudios Aplicados al Desarollo, Universidade de Granada.
O 11º CIEA adota como lema: Trânsitos Africanos no Mundo Global: História e Memórias, Heranças e Inovações.

Para maiores informações, acesse: https://ciea11.pt/