Divulgando: Seleção de professor substituto na UNILAB

Foi divulgado o edital de seleção para professor substituto na UNILAB – Bahia (Campus dos Malês, São Francisco do Conde).
É exigido do candidato o mestrado em qualquer área das Humanidades, mas os pontos são de historiografia e teoria da história.
Inscrições de 6 a 10 de novembro de 2017.
Pontos:

1. Ibn Khaldun: metodologia e escopo da História;
2. A Escola dos Annales;
3. A história social britânica;
4. A micro-história italiana;
5. A nova história cultural;
6. Teoria da dependência, Estudos Subalternos e os impactos sobre a teoria da história;
7. Historiografia africana contemporânea;
8. História, modernidade e o mundo colonial;
9. Histórias imperiais, história transnacional e histórias conectadas;
10. Memória, história pública e eurocentrismo

Instituto de Humanidades e Letras – Secretaria dos Cursos
Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB)
Campus dos Malês
Avenida Juvenal Eugênio Queiroz, S/N – Centro
CEP: 43.900-000 – São Francisco do Conde – BA – Brasil.
Telefone: +55 (71) 3651-8253

A África, o Sul e as ciências sociais brasileiras: descolonização e abertura – Marcelo C. Rosa

A África, o Sul e as ciências sociais brasileiras: descolonização e abertura  Marcelo C. Rosa*

Resumo: O texto introduz questões recentes sobre a relação entre as ciências sociais na África e no Brasil, inserindo-as no debate sobre as sociologias do Sul e a geopolítica do conhecimento na produção de teoria social. A partir da noção de sociologia não exemplar são apresentados alguns dos possíveis caminhos teórico-metodológicos que possibilitariam um posicionamento mais simétrico para a produção de conhecimento localizada fora da Euro-América.

*Professor associado do Departamento de Sociologia/UnB e pesquisador do CNPq. É coordenador do Laboratório de Sociologia Não Exemplar.

Palavras-chave: descolonização, África, sociologias do Sul, sociologia não exemplar, teoria social.

Divulgando: Roda de conversa – A importância do tema do Racismo para a formação em Psicologia

“Cumprimentando-xs cordialmente,

nós que compomos a Anpsinep – Articulação Nacional De Psicólogas(Os) Negras(Os) E Pesquisadoras(Es), uma articulação nacional que visa congregar estudantes, profissionais e pesquisadorxs do campo da Psicologia comprometidxs com o enfrentamento ao Racismo e ao Sexismo, vimos convidar a todxs para a Roda de Conversa sobre a Importância do Tema do Racismo para a Formação em Psicologia. Esta reunião terá como objetivo trazer o tema do racismo para o campo da formação em psicologia no nosso estado, congregando hoje uma reflexão para os cursos de graduação em psicologia nas 20 (vinte) IES – Instituições de Ensino Superior de Pernambuco, por nós, catalogadas. Busca-se, assim, agregar profissionais e estudantes interessadxs no tema, dado que a subjetividade deste país é recortada pelas relações aqui estabelecidas. Ademais, a realidade hoje mostra que o sofrimento psíquico é um componente da conseqüência do racismo na sociedade precisando ser mais estudo e/ou pesquisado por estas IES.”

Abaixo, trazemos os detalhes da atividade:
Data: 16/10/2017
Horário: 18h30m
Local: Espaço Loyola – térreo do bloco B/Unicap
Palestrante: Dr. Jorge Lyra – Prof. da Pós-Graduação em Psicologia da UFPE

CONVITE RODA DE CONVERSA 2017

Divulgando: IV CONGRESSO INTERNACIONAL DE LITERATURA E ECOCRÍTICA

A conjugação da expressão artística, em suas mais diversas formas, ao campo de fenômenos ecológicos e do meio ambiente tem configurado mais uma das possibilidades de investigação no contexto dos estudos literários. E é na ampla fronteira entre os diversificados saberes nas áreas de Humanidades e das Ciências que desponta o IV Congresso Internacional de Literatura e Ecocrítica (CILE), iniciativa que reunirá pesquisadores nacionais e estrangeiros na Universidade Federal do Amazonas (UFAM), de 04 a 07 de junho de 2018.

Idealizado pela coordenadora geral do congresso e diretora da Associação para o Estudo da Literatura e Meio Ambiente do Brasil (ASLE-Brasil), Profª Drª Zélia Monteira Bora, a quarta edição do evento contará com palestrantes de países como Estados Unidos e Índia, bem como especialistas de institutos de ensino superior de todo o Brasil.

A proposta de expansão da educação ambiental em todos os níveis pelo viés interdisciplinar é o escopo do IV CILE para 2018, bem como a II Conferência Bienal da ASLE-Brasil, a ser realizada simultaneamente. A partir do eixo temático A morte da natureza – narrativas das águas e das florestas no Antropoceno, o congresso prossegue como um espaço de diálogos acadêmicos por meio da divulgação de uma relação mais ecocêntrica entre os seres humanos e não humanos e a esperada análise crítica sobre o problema da destruição da natureza e suas consequências para a vida do planeta.

Em nome de uma educação sustentável, um dos propósitos do encontro é a troca de experiências que resultem na conscientização das próximas gerações no sentido de minimizar a destruição ambiental. A presença do cientista Philip Fearnside, especialista em aquecimento global, abrirá as portas à unificação simbólica entre os saberes.

No IV CILE, tendências como Pós-Colonialismo, Ecologia, Ecocrítica, Ecofeminismo e outras tendências constituirão pontos de partida para as discussões mediante as especificidades de cada área e contexto, considerando-se a literatura como veículo e expressão essenciais na condução desses objetivos.

Realizado em agosto de 2012, em João Pessoa, na UFPB, O I CILE foi organizado em torno do tema interdisciplinar As Imagens da Natureza e as suas representações, contemplando ainda questões associadas a modernidade, globalização e emergência dos seres não humanos da natureza foram contempladas. Colaboraram na discussão especialistas do Peru, dos EUA e do Japão.

Já o II CILE, ocorrido de 29 de julho a 01 de agosto de 2014, em Valladolid, Espanha, na Universitas Castellae, mediante a parceria com a Asociación Interdisciplinar Iberoamericana de Literatura e Ecocritica, reforçou o debate sobre as problemáticas ambientais em níveis locais e globais, contando com pesquisadores da Espanha, Brasil, Chile, México, EUA, Portugal, Itália e Inglaterra. O sucesso do congresso acabou por fortalecer o processo de internacionalização do evento. Como resultado, a publicação do livro De Ecocritica y Animalia (BALLESTEROS, BORA, ESTEVEZ, 2015).

Por fim, o III CILE transcorreu em agosto de 2016, em João Pessoa, na UFPB, sob o tema Diálogos Ecocêntricos: arte, cultura e justiça, ocasião em que foi consolidada a proposta bienal do evento e criada, com o apoio de estudiosos de todo o país, a ASLE-Brasil, seguida da I Conferência Bienal da ASLE-Brasil. A participação de pesquisadores de distintas áreas e países possibilitou um profícuo diálogo entre literatura, linguística, sociologia, filosofia, direito e música.

 

Data do evento

04/06/2018 a 07/06/2018 

 

Local do evento

UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS (UFAM) – Auditório Eulálio Chaves

Avenida Rodrigo Otávio

Coroado, Manaus – Amazonas

Informações: https://www.doity.com.br/iv-congresso-internacional-de-literatura-e-ecocrtica-2

“Embora lidando com literatura, você está fazendo sociologia” – Eliane Veras Soares

Embora lidando com literatura, você está fazendo sociologia – Eliane Veras Soares*

Resumo: As relações entre a literatura e o conhecimento (científico) não parecem satisfatoriamente resolvidas seja pela sociologia do conhecimento, seja pela sociologia da literatura. No primeiro caso, a literatura pode ser concebida como uma forma de conhecimento, mas tem preservada sua “natureza ficcional”, diversa do conhecimento científico. No segundo caso, o que se considera é a dimensão social da literatura e o modo como ela pode expressar de modo exagerado, distorcido, controverso a realidade, sem com ela confundir-se. O argumento que procuro desenvolver não propõe uma equivalência entre literatura e conhecimento científico. Busca explorar novos caminhos em que a literatura seja encarada como uma epistemologia válida para a compreensão das dinâmicas sociais. Esse procedimento, certamente, deve ser exercitado pelo cientista social. Para dar forma a esta reflexão, ainda de caráter exploratório, trago aqui alguns pontos críticos referentes ao meu duplo processo de inserção – na temática dos estudos africanos, de um lado, e na sociologia da literatura, por outro –, para com isso, tentar problematizar em um novo estado, as questões de caráter teórico epistemológico referentes à produção do conhecimento. Sinalizo antecipadamente que o estado da arte desta reflexão ainda não consegue trazer respostas, mas tenta, antes, elaborar questionamentos que circunscrevam de modo mais preciso onde a pesquisa sistemática considerando essas formas específicas de produção poderá nos levar.

*Eliane Veras Soares é Doutora em Sociologia pela Universidade de Brasília, com pós-doutorado no Centro de Estudos Africanos – Iscte-IUL, em Lisboa (Portugal), professora no Departamento de Sociologia e no PPG em Sociologia da UFPE, em Recife, PE. Este artigo é resultante da pesquisa Literaturas em África e leituras brasileiras: estruturas de sentimento entrecruzadas? desenvolvida no Centro de Estudos Africanos do Iscte-IUL, entre setembro de 2011 e agosto de 2012, com bolsa de estágio pós-doutoral concedida pela Capes. Uma primeira versão deste artigo foi apresentada na V European Conference on African Stadies: African dynamics in a multipolar world, em junho de 2013, em Lisboa, com apoio financeiro da Facepe e da Pró-reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa da UFPE.

Palavras-chave: Literatura. Literaturas africanas. Conhecimento. Epistemologia.