Chamada pública: Curtas-metragens – II Seminário de Pesquisadoras/es do IEAf-UFPE: “Democracia, Direitos Humanos e Cultura: em África e no Brasil”

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Faixa - II Seminário Brasil Africa - 320 x 100-1.pngO  Instituto de Estudos da África IEAf-UFPE abre chamada pública de curtas-metragens para compor a programação do II Seminário de Pesquisadoras e Pesquisadores do IEAf-UFPE: “Democracia, Direitos Humanos e Cultura: em África e no Brasil”. Pretendemos exibir filmes produzidos por estudantes de todas as áreas, que tenham seus temas relacionados ao título do Seminário.

O prazo para envio do curta é de 28 de agosto à 4 de setembro de 2019. A divulgação ocorrerá na página do evento no dia 11 de setembro e diretamente com os selecionados. A exibição está programada para o encerramento do evento, no dia 18 de setembro de 2019.

Todo curta-metragem exibido na programação do Seminário será certificado pela PROExC-UFPE.

Os filmes devem ter duração máxima de 30 min (com créditos) e precisam ser submetidos ao seguinte formulário de inscrição: https://docs.google.com/forms/d/1QAtWNMVXpOHw1e-scBnHrSXUDPOD2JkyKisT3UAaRpE/edit

Dúvidas:  ieafricaufpe@gmail.com

Trabalhos selecionados para os GT’s no nosso primeiro seminário de pesquisadoras e pesquisadores

 

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Buscando situar as pesquisadoras e pesquisadores que pretendem submeter resumos a serem apresentados no nosso II Seminário, segue a lista dos trabalhos selecionados na primeira edição do evento:

 

GT Arte, Cultura e Literatura

Baixar ou levantar a voz, uma exploração audiovisual da Isicathamiya – Alex Vailati

Representações literárias de mulheres em Paulina Chiziane – Aline Adelaide Alves

A experiência urbana pós-colonial no cinema de Souleymane Cissé – Cesar de Siqueira Castanha

As dualidades em O Sétimo Juramento: uma tentativa de análise – Dayane Silva Nascimento

História e imaginário angolano no poema Ombela de Manuel Rui – Elton Bruno Soares de Siqueira

A Dança dos Orixás como força motriz no corpo do ator – Maria Bianca Silva Dos Santos

O individual e o coletivo em Um grão de trigo: releitura do passado com vistas ao futuro – Maria Carolina Morais

Cinco balas contra a América (2008) e o riso engatilhado na narrativa juvenil de Jorge Araújo – Mariana Andrade Gomes

Por uma existência ética e estética: as obras Quarto de Despejo e o Hibisco Roxo enquanto ferramentas de autoformação e resistência – Raul Vinícius Araújo Lima

“O homem que salvou o funk africano”: uma cyberetnografia sobre representações de África em discos de músicas africanas – Renato de Lyra Lemos

Poética do Escombro ou Nação, Diáspora e Colonialismo – lendo O Mundo se Desmorona, A Paz Dura Pouco e A Flecha de Deus de Chinua Achebe – Roclaudelo Nanque

Entre a colonialidade do poder e do saber: crítica e pertinência da literatura hispano-africana – Rogério Mendes

 

GT Gênero e Questões Raciais

O intelectual orgânico na figura de Joyce Fernandes e a potência social da página ‘eu, empregada doméstica’ – Carla Sellan da Silva 

A construção da invisibilidade da mulher negra brasileira: uma análise sobre as experiências vividas – Edméa Renata de Abreu Lima

Cabelo, cabeleira, cabeluda, descabelada: circunstâncias para o empoderamento crespo – Felipe Barbosa dos Santos, Edson de Oliveira Silva, Leonardo Luiz do Egito Santos, Murilo Pedro da Silva e Júlio César de Almeida Cavalcanti Souza

O Currículo Numa Perspectiva Intercultural: Um Olhar Para a Pluralidade da Nossa Sociedade – Gilvânia Gomes de Moura

Feminismo branco x feminismo negro: a(s) interseccionalidade(s) no movimento das mulheres – Isabella Nara Costa Alves, Eunice Pereira da Silva e Paula Polini Nascimento Santos 

A bicha preta na cena – Joeb Andrade

O Racismo como determinante de saúde – José Emanuel Sebastião da Silva Pereira

Articulações juventude/raça e seus impactos na vivência de desigualdades na região de Suape – Keise Barbosa da Silva e Jaileila de Araújo Menezes

Raça e violência obstétrica no Brasil – Kelly Diogo de Lima,Rafael da Silveira Moreira e Camila Pimentel

“A menina dos olhos de Oyá”: o sagrado feminino na obra de Maria Bethânia – Kywza Joanna Fideles Pereira dos Santos

Gênero e Saúde da População Negra no Recôncavo da Bahia – Márcia da Silva Clemente e Valéria Noronha dos Santos Miranda

Estratégias afirmativas dos direitos à saúde sexual e reprodutiva da multidão trans: análises críticas às políticas do corpo no Facebook da ABGLT (Brasil) e da Lambda (Moçambique) – Paulo Fernando Mafra de Souza Júnior

A performance das representações raciais e da beleza no concurso da rainha do carnaval multicultural do Recife – Rosália Cristina Andrade Silva

 

GT História da África e Educação nas Relações Etnicorraciais

Superando a distorção histórica: as contribuições da história da África para a afirmação da negritude da mulher negra brasileira – Cintia Lizandre Santos de Souza e Valdenice José Raimundo

O ensino de história e cultura afro-brasileira e o projeto de lei da escola sem partido – conhecimento e impasse de professores formadores – Cleonildo Mota Gomes Júnior e Maria do Carmo Barbosa de Melo 

Mitologia africana na prática intercultural: formação docente em geografia – Eduardo Oliveira Miranda

História da África em Manuais do Professor de Livros Didáticos de História do Ensino Médio – Elisângela Coêlho da Silva

A educação das práticas tradicionais: uma análise sobre a comunidade xambá – Emerson Raimundo do Nascimento

Construção da identidade: Modelagem do barro como atividade artística em sala de aula – Eunice Pereira da Silva e Vivian Evelyn de Oliveira Silva

Pernambuco e Angola: aproximação histórica para um ensino regionalizado – Leandro Nascimento de Souza

Racismo e saúde mental da população negra no Brasil – Leandro Ribeiro Azevedo

Falashas: população, tradição e judaísmo na Etiópia – Luiz Henrique Rodrigues Paiva 

O uso da literatura africana como promotora das relações etnicorraciais em sala de aula – Maria Cleusa Rodrigues da Silva e Rosely Bezerra da Silva

Candomblé e perseguição no século XXI: o terceiro chicote – Marina Claudino de Oliveira Dias

As aulas de língua portuguesa e a lei 10.639/03 – Odailta Alves da Silva

Mídias e preconceitos raciais – Rosalvo Ivarra Ortiz, Ane Caroline dos Santos e Lourenço Mamedes Rodrigues

História da África e Educação nas Relações Etnicorracias – Samuel do Nascimento Pereira

A África na escola: a implementação da lei 10.639/2003 na Escola Liceu de Artes e Ofícios – Valdenice José Raimundo e Silvana Silva Nascimento

A política abolicionista de Joaquim Nabuco (1878-88) – Wedja Maria da Conceição Santos

 

GT Processos Políticos e Políticas Públicas

Megaprojetos, subimperialismo e dependência – uma análise a partir do ProSAVANA – Luana de Andrade Coêlho

Capitalismo, prostituição e vulnerabilidade ao HIV/AIDS: o impacto dos Megaprojetos de desenvolvimento em Moçambique – Nicoli Viegas Coelho da Silva 

“Direitos humanos e desenvolvimento na relação Brasil -África” – A violação contra os direitos humanos das comunidades rurais no processo de implementação do ProSAVANA e a resistência da sociedade civil organizada moçambicana – Ana Caroline Neves Nascimento 

Exploração dos recursos naturais e expropriação das comunidades locais: análise do Complexo de Suape e do ProSavana – Rebeca Gomes de Oliveira Silva

Imigrantes africanos e o acesso às políticas públicas no Brasil –  Hachely Mikaely Silva de Moura e Juliana Ferreira da Silva 

Nova Lei de Migração e a Comunidade Senegalesa em Pernambuco – Josuel Mariano da Silva Hebenbrock 

As geopolíticas e o mapeamento de uma paisagem de “emergências” na África Oriental: reflexões a partir do campo de refugiados de Dadaab no Quênia – Daniela Florêncio da Silva

Trocas culturais na diáspora negra: a música como militância no MNU-PE (1970-2000) –  Isabella Puente de Andrade

Diálogos entre África e América Latina: da noção de “situação colonial” à categoria de “colonialismo interno” –  Diogo Valença de Azevedo Costa

Ciberativismo na África francófona: cidadania ou civismo? –  Serge Katembera Rhukuzage

A reforma do estado em Cabo Verde:  globalização e políticas públicas – João Francisco Soares Rosa

Relações bilaterais Brasil–Nigéria: coeficiente religioso do candomblé – Wesley Felipe da Silva Siqueira

Prazo para submissão de resumo de trabalho segue até próxima sexta-feira (23/08/2019) – II Seminário de Pesquisadoras e Pesquisadores do Instituto de Estudos da África IEAf-UFPE

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Estão abertas as inscrições para o II Seminário de Pesquisadoras e Pesquisadores do Instituto de Estudos da África IEAf-UFPE : Democracia, Direitos Humanos e Cultura: em África e no Brasil. O evento ocorrerá entre os dias 16 e 18 de setembro de 2019 nos auditórios da Biblioteca Central da UFPE – Campus Recife.

Lembrando que o prazo para envio de resumo de trabalho para GT é de 19 de julho a 23 de agosto de 2019.

https://ieafricaufpe.wixsite.com/seminarioieaf

Chamada Artigos – Periódico Feminista “SOLIDÃO”: PRODUÇÃO DO PENSAMENTO FEMINISTA NEGRO NO BRASIL

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CHAMADA PARA PUBLICAÇÃO DE ARTIGOS
– WSQ Outono de 2020.
– de Estudos Trimestrais sobre as Mulheres.
– Periódico Feminista.

Editoras Convidadas:
– Tanya Saunders, Universidade da Flórida;
– Luciane Ramos-Silva, O Menelick2Ato & Acervo África
– Soanirina Ohmer, Faculdades Lehman, Universidade da Cidade de Nova Iorque
– Giselle dos Anjos Santos,Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as; Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades & Universidade de São Paulo

– “SOLIDÃO”: PRODUÇÃO DO PENSAMENTO FEMINISTA NEGRO NO BRASIL.

PRAZO PARA SUBMISSÃO: 05 de SETEMBRO de 2019.

O campo de estudos do feminismo negro está crescendo ampla e significativamente nos últimos anos no Brasil. Desde feministas negras como Lélia Gonzalez, Beatriz Nascimento, entre outras, é enfatizada a relevância da interação entre gênero, raça e classe, enquanto elementos centrais para a compreensão da sociedade brasileira. Por exemplo, em “Enegrecer o Feminismo”, Sueli Carneiro aponta que o campo de estudos e as lutas feministas postularam a ideia hegemônica sobre a categoria Mulher, associada à vivência feminina branca, em detrimento ao conhecimento, experiências e a história das mulheres negras.

Uma das discussões levantadas por essa produção é o tema da solidão. Em “Virou Regra?” (2011) e “Mulher Negra: Afetividade e Solidão” (2013), Claudete Alves e Ana Cláudia Lemos Pacheco perguntam: “Como a raça, gênero e outros marcadores sociais impactam as escolhas afetivas das mulheres negras?” Alves e Pacheco engajam a solidão (em inglês, loneliness) como ponto crucial das demandas sociais e expectativas das mulheres negras, num contexto global de hipercapitalismo e hiperssexualização, onde no Brasil as mulheres pretas e pardas são mantidas fora do “mercado afetivo” e naturalizadas no “mercado sexualizado” como corpos erotizados, subordinados (trabalhadoras domésticas) e, em contrapartida, as mulheres brancas são assimiladas na cultura afetiva de heterossexualidade respeitável.

Moldado a partir de diversas teorias e experiências de mulheres negras brasileiras, Solidão descreve o isolamento compartilhado como um fenômeno relacional afetivo com significados tão múltiplos quanto o número de mulheres negras. A solidão é inerente às experiências de mulheres negras brasileiras considerando os vetores históricos, sociais e raciais que atravessam essas experiências. É um conceito oriundo dos estudos de gênero produzidos por feministas negras brasileiras que não têm um equivalente no idioma inglês e na produção feminista norte-americana. Ainda assim, o sentimento e a experiência, se traduzem. Como a arte é uma expressão da vida, a solidão ressoa nas artes criativas e performáticas assim como na experiência vivida por este grupo.

Desta forma, questionamos, como você lê/experimenta/aborda a solidão? Esta edição da WSQ convida a teoria crítica interseccional de acadêmicas-ativistas e artivistas a confrontar os sistemas de opressão, desafiando a ideia de universalismo e a crença limitada de que a humanidade é branca, masculina, heterossexual, saudável, magra, norte-americana, classe média e cristã (AKOTIRENE, 2017). Neste sentido, desejamos evidenciar como está sendo desenvolvida a teoria interseccional, enquanto uma produção de conhecimento afro-atlântica e afro-diaspórica fora dos Estados Unidos, no contexto do Sul e, mais especificamente, entre as brasileiras.

Ao mesmo tempo em que reconhecemos as raízes históricas e o significado social / racial da solidão, convidamos submissões que levem em conta como a solidão é vivenciada de maneira diferente, baseada em subjetividades diferenciais e semelhanças comunais. Por exemplo, uma vez que a solidão pode implicar em uma experiência afetiva central para a formação da subjetividade interseccional, como podemos engajar a solidão de mulheres negras e da comunidade negra LGBTQ+ no protagonismo de sua história e da produção de seu conhecimento?

Encorajamos o engajamento de feministas e queers negras brasileiras de diversos espaços de inserção e múltiplas camadas que ainda não foram traduzidas para o inglês, para expor os conceitos, linguagens, teorizações e ativismo desenvolvidos em seu cenário, como um ato de solidariedade transnacional com outras mulheres africanas, afro-atlânticas e queers; para reconquistar e recuperar as teorias negras embranquecidas na tradução para o inglês. Nós vamos considerar os trabalhos com perspectivas transnacionais entre a produção feminista negra e/ou queer com produções teóricas sobre política de racialização e afetividade que circularam por meio de línguas e fronteiras geopolíticas entre os séculos XVI e XXI.

Nós convidamos para a publicação de contribuições focadas e desenvolvidas a partir do ponto de vista das mulheres negras, considerando múltiplos enfoques (não apenas sobre o tema da solidão). Listamos alguns tópicos desejados, mas salientamos que esta lista não é exaustiva:

● Feminismo negro;

● Lésbicas negras (sapatões, butch e outras dissidências sexuais);

● Transfeminismos negros;

● Mulheres quilombolas;

●Interseccionalidades (na diáspora africana e comunidades indígenas; interseccionalidade na performance, literatura, artes plásticas, música, cinema, etc.);

● Pedagogias afro-feministas, descentralizadoras da lógica do branqueamento e da heteronormatividade;

● Construção da subjetividade dos/das sujeitos/as racializados/das;

● Teoria feminista negra e a política de tradução;

● Mulheres negras e intimidade;

● Solidão como resistência e/ou como busca de felicidade (por exemplo, mulheres negras e autocuidado);

● Representação versus invisibilidade;

● A intersecção do racismo e da opressão de gênero no local de trabalho/local de estudos (Mulheres negras e LGBTQ +);

● Solidariedade compartilhada e solidariedades transnacionais;

● Histórias e mitos de mulheres negras pioneiras (Dandara, Aqualtune, Nanny, Ezili Je Wouj);

● América Latina, Caribe e África como espaços geopolíticos racializados e de gênero;

● Abordagens interseccionais às religiões de matriz africana e/ou afro-atlântica;

● Afeto e formação da/do sujeita/o racializada/o (por exemplo, afeto negro queer);

● Crítica de mulheres negras com deficiência em relação à solidão;

● Genealogias da teoria das mulheres de cor;

● Teoria do afeto e mulheres de cor;

● Os mundos internos das mulheres negras (ou seja, afetivo, psíquico, neurológico, etc.).

As submissões podem ser em inglês, português e/ou espanhol. Consideraremos ensaios multilíngues e podemos aceitar ensaios em outros idiomas – consulte as editoras convidadas antes de enviar em um idioma diferente dos indicados acima. Os artigos acadêmicos e possíveis dúvidas devem ser enviados para as editoras convidadas: Tanya Saunders, Luciane Ramos-Silva, Sarah Soanirina Ohmer e Giselle dos Anjos Santos, no seguinte e-mail: wsqsolidao@gmail.com.

Divulgando: I Seminário de Patrimônio e História da África/Brasil na Fundaj

68252119_744081066046182_5759269462800859136_nNessa quinta-feira  (15/08) teremos na Fundaj Derby a presença de Tania Tribe (University of London), Bartira Ferraz (UFPE) , Fernando Guerra (UFPE), Cláudia Oliveira (UFPE) e Marcos Albuquerque (UFPE), durante o I Seminário de patrimônio e História da África/Brasil na Fundaj. O evento integra a XII Semana do Patrimônio Cultural de Pernambuco e a III Jornada de Arqueologia do Litoral Norte de PE organizado pela UFPE.

Segue a programação do evento:

8h30 – Mesa de abertura.  | Coordenação. Dra. Cible Barbosa – Fundação Joaquim Nabuco Arqueologia e Patrimônio Cultural na Etiópia: estudo de caso | Palestrante: Dra. Tania Tribe – SOAS – University of London

9h10 – A Presença de Negros e Pardos nas Artes e nos Ofícios, nas Vilas e Engenhos | Palestrante: Dr. Fernando Guerra – Departamento de Arqueologia -UFPE

09h50 Arqueologia e História da Sesmaria Jaguaribe: A ocupação portuguesa e o Engenho Jaguaribe no Litoral Norte de Pernambuco | Palestrante: Dra. Cláudia Oliveira – Departamento de Arqueologia -UFPE

10h30- Afro e Indígenas na pintura de Frans Post | Palestrante: Dra Bartira Ferraz-Departamento de História-UFPE

11h 10: Fortificações Brasileiras Candidatas a Patrimônio Mundial da UNESCO | Palestrante: Dr. Marcos Albuquerque – Departamento de História-UFPE

Divulgando – SEMINÁRIO MULHERES NEGRAS AFRO-LATINO-AMERICANAS E CARIBENHAS: OLHARES E RESISTÊNCIAS SÓCIO-HISTÓRICAS

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O Seminário Mulheres Negras Afro-Latino-Americanas e Caribenhas: olhares e resistências sócio-históricas se insere no rol de vivências do Dia 25 de julho, o qual, desde 1992 com a realização do 1º Encontro de Mulheres Afro-latino-americanas e Afro-caribenhas, em Santo Domingo, na República Dominicana e a criação da Rede de Mulheres Afro-latino-americanas e Afro-caribenhas, foi definido como Dia da Mulher Afro-latino-americana e Caribenha. Vivenciar o 25 de julho representa o reconhecimento e a valorização das lutas do Feminismo Negro que compreende o racismo como fenômeno estrutural de nossas sociedades que precisa ser enfrentado. Nesse sentido, o IAL se propõe a contribuir com estas lutas, entre outras ações, por meio de um seminário pensado e desenvolvido por mulheres negras e não negras para fomentar o debate em um espaço que aporte discussões acadêmicas, militantes e acadêmico-militantes para contribuirmos com o processo de superação do racismo e das desigualdades de gênero.

INSCRIÇÃO PARA OUVINTES: PÚBLICO EM GERAL

CRITÉRIOS PARA SUBMISSÃO DOS TRABALHOS:

1. O texto dos originais deve ser organizado em Título, Autores, Resumo, Palavras-chave, Introdução, Metodologia, Resultados e Discussão, Conclusões e Referências;
2. Os trabalhos precisam estar enquadrados nos seguintes eixos de discussões:
• Pensamentos sociais latino-americanos e caribenhos: Colonialidade e Pós-colonialidade;
• Sociedade, Desenvolvimento e Natureza.
• Subjetividades, Identidades Coletivas e Diálogos interculturais.
• Democracia, Instituições, movimentos sociais e comunitários.

Todos os trabalhos precisam articular os temas propostos a questão racial.

3. AS APRESENTAÇÕES DE TRABALHO SERÃO EXCLUSIVAS PARA APENAS MULHERES NEGRAS.
4. O resumo expandido deverá ocupar, no mínimo, três, no máximo, seis laudas, incluindo Texto, Tabelas e/ou Figuras, e não exceder o máximo de 1000 (mil) palavras;
5. O texto deverá ser formato para um tamanho de página A4, com margens superior e esquerda (3 cm) e inferior e direita (2 cm), seguindo todas as regras atualizadas da ABNT, incluindo para as citações. O espaçamento entre as linhas deverá ser 1 e ½; Deve ser empregada fonte Time New Roman, corpo 12, exceto no título, e justificado;
6. As citações de artigos (referências) no texto devem seguir as normas vigentes da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT;
7. A nomenclatura científica deve ser citada segundo os critérios estabelecidos nos Códigos Internacionais em cada área. Unidades e medidas devem seguir o Sistema Internacional;
8. A seção Resumo deve ter no máximo 250 (duzentas e cinqüenta) palavras, com breves e concretas informações sobre a justificativa, os objetivos, métodos, resultados e conclusões do trabalho. Deverá ser iniciado imediatamente abaixo da palavra Resumo. Não deve conter referências bibliográficas. O Resumo deve ser apresentado com parágrafo único, em português e espanhol;
9. Logo após o Resumo, seguindo-se à expressão “Palavras-chave:” e, na mesma linha que ela, serão incluídas, no mínimo, três e, no máximo, cinco, expressões em português e espanhol relacionadas ao tema do trabalho, separadas por “ponto e vírgula”;
10. As Tabelas e/ou Figuras (fotografias, gráficos, desenhos) devem ser elaboradas de forma a apresentar qualidade necessária à boa reprodução. Devem ser gravadas no programa Word para possibilitar possíveis correções. Devem ser inseridas no texto e numeradas com algarismos arábicos. Nas Tabelas (sem negrito), o título deve ficar acima e nas Figuras (sem negrito), o título deve ficar abaixo. É recomendável evitar a apresentação dos mesmos dados na forma de Figuras e Tabelas;
11. Na seção Referências devem ser listados apenas os trabalhos mencionados no texto, em ordem alfabética do sobrenome, pelo primeiro autor. Dois ou mais autores, separar por ponto e vírgula. Os títulos dos periódicos não devem ser abreviados. A ordem dos itens em cada referência deve obedecer às normas vigentes da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT;
12. No caso de serem 2 autoras/es (coautoria): aceitaremos trabalhos de até 2 autores. Basta uma/um fazer a inscrição e sinalizar no campo de ‘’observação’’ sobre a participação do outro autor. A apresentação precisa ser conjunta.
13. Cada inscrita/o poderá apresentar apenas 01 (um) trabalho
14. A organização do IAL compromete-se única e exclusivamente com o oferecimento de projetores e computadores. Demais itens como cabos e adaptadores (HDMI, VGA, DVI etc.), são de responsabilidade das/os apresentadores/es de trabalho.
15. O resultado será divulgado por e-mail 08/08/2019 a 09/08/2019, já com a disponibilidade dos equipamentos, local e sala de apresentação do trabalho e tempo de apresentação (10 min).

Cronograma
15/07/2019 a 12/08/2019 inscrição ouvintes
15/07/2019 a 31/07/2019: Prazo para inscrição de apresentação de trabalhos nos Simpósios Temáticos
01/08/2019 a 07/08/2019 Avaliação das propostas para apresentação nos Simpósios Temáticos.
08/08/2019 a 09/08/2019 resultados dos trabalhos aprovado

Realização do evento dia 14/08/2019

DA PROGRAMAÇÃO OFICIAL :
A programação oficial será divulgada na pagina do Facebook: Instituto de Estudo da América Latina

MAIORES INFORMAÇÕES:
Facebook: instituto de Estudo da America Latina
ial2015ufpe@gmail.com

INSCREVA-SE:

HTTPS://FORMS.GLE/LWZJBNYH7I7WRUNG7

Nota pública sobre o cancelamento do Simpósio Internacional Novas Epistemes para o Estudo da África Pré-colonial: Agência Africana e Conexões

 NOTA PÚBLICA

Em razão da forma desmedida e agressiva das “críticas” dirigidas à organização e a organizadora do Simpósio Internacional “Novas epistemes para o estudo da África pré-colonial: agência africana e conexões”, em um momento tão delicado da história do Brasil, com o arrefecimento das pesquisas no campo dos estudos africanos e também no campo das relações Brasil-África, decidimos cancelar o evento que aconteceria entre os dias 7 e 9 de agosto de 2019.

Vale lembrar que as “críticas” tratavam especialmente da composição racial de uma das mesas – das 28 pessoas inscritas, 10 eram pretas e pardas, 12 brancas e as outras não sabemos porque não as conhecemos. Todas as propostas foram aceitas, sem escrutínio racial dos proponentes, porque atendiam aos critérios estabelecidos na chamada pública para comunicações que se enquadrassem no tema do evento.

Os trabalhos deveriam propor o rompimento com visões estáticas e conceitos colonialistas na escrita da história da África pré-colonial (daí a expressão “novas epistemes”). As abordagens deveriam privilegiar também as dinâmicas dos contatos externos, como as relações do continente africano com as redes comerciais estabelecidas com o Mediterrâneo,  e com os oceanos Índico e Atlântico.

A ideia de organizar o simpósio partiu da constatação de que as pesquisas sobre o referido recorte temporal são poucas no Brasil, em detrimento de outras temporalidades. O Simpósio Internacional pretendia abordar temas da história da África pré-colonial compreendidos entre os séculos XIV e XIX. O objetivo era conhecer novas pesquisas desenvolvidas sobre dinâmicas históricas mais antigas das sociedades africanas, discutindo suas estruturas políticas, sociais, culturais e econômicas, bem como as relações com outros universos e sociedades.

O objetivo dessa nota pública é argumentar não apenas sobre o número de pessoas negras e brancas inscritas no evento, mas também refletir sobre o racismo estrutural que ainda – e infelizmente – permeia a produção de conhecimento nas universidades brasileiras. Problematizar esse momento crítico é essencial para pensarmos sobre questões estruturais e sua relação com o campo de estudos africanos com vistas a avançarmos nessa agenda.

Poderia ter simplesmente cancelado o Simpósio Internacional, mas não é possível simplesmente cancelar este evento, nem passar para o próximo evento, ou apenas adicionar mais uma informação no meu currículo. Espero que o cancelamento deste evento abra espaço para a realização de congressos em todo o Brasil sobre a África, e especificamente sobre a África pré-colonial. Em solidariedade com aqueles que, como eu, reconhecem o significado dos movimentos negros no Brasil, nas Américas, na África, na Europa e em todos os outros cantos do mundo, convido-os a realizarem o Congresso em seus espaços institucionais.

Em Os Condenados da Terra, Frantz Fanon nos lembra que é o miserável da terra sozinho que pode acabar com a tirania dos legados da escravidão e do colonialismo. Em solidariedade aos nossos críticos, podemos construir e fortalecer nossas colaborações para tornar o Brasil uma sociedade melhor e mais justa, promovendo a verdade. Um aspecto dessa luta é descolonizar a história da África. O meu exaustivo trabalho com os três novos volumes da História da Geral da África e das diáspora africana UNESCO faz parte dessa luta.

Nós, que dedicamos nossas vidas ao trabalho de descolonização da profissão de história no Brasil, acolhemos esta luta para impulsionar a história da redenção africana da humanidade e o renascimento do mundo negro na África e na diáspora africana. É importante que estejamos prontos para identificar e criticar os esforços que buscam manter as antigas narrativas coloniais da África e do povo africano.

Espero que o nosso desejo de organizar um congresso que tentasse fazer este trabalho seja retomado por aqueles que pediram o fim do congresso. Como Fanon nos lembra, não basta ser crítico, a questão difícil, a tarefa mais dura, é construir algo.

Sobretudo por vivermos no Brasil de hoje, ressalto que a liberdade intelectual é fundamental. Devemos lutar para que cada pessoa tenha liberdade para pensar e ter ideias. A liberdade intelectual não é apenas a autonomia de pensamento, pois mais importante é a possibilidade de expressar o pensamento. Este é um direito humano, e pode ser encontrado no Artigo 19 da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Negros e negras de todo o mundo continuam sendo os defensores da liberdade social e intelectual, e eu tenho orgulho de fazer parte dessa tradição.

No passado, e alguns podem dizer que até hoje, impediram a nós, pessoas negras, de irmos à escola e até de escrever. É lógico que nos destacamos na luta pela liberdade intelectual! É lógico que devemos exigir liberdade intelectual para todos! Pretos e pretas sofreram censuras de todo tipo, e agora a nossa diferença é mostrar ao mundo como expressar uma crença verdadeira na liberdade intelectual.

Considerando meu papel de intelectual educadora negra, explico aos amigos que a disciplina História da África foi criada, institucionalmente, em 1946, por um pesquisador europeu, Roland Oliver, da School of Oriental and African Studies-SOAS, da Universidade de Londres. O desenvolvimento posterior da disciplina em outros países foi complexo, como no caso dos Estados Unidos, no início dos anos 1950, momento de plena segregação racial. Digo isso para ressaltar que o campo de estudos africanos e de da diáspora africana é internacional e tem pesquisadores em todo o mundo, do Egito à África do Sul, da Índia à Austrália, da Arábia Saudita à Rússia, de Portugal ao  Reino Unido, do Brasil ao Canadá. Portanto, não é restrito ao Brasil. Aqui, fora o pioneirismo da UFBA desde a década de 1970, somente a partir de 2003 a disciplina foi institucionalizada na maior parte das instituições de ensino superior. Até hoje algumas universidades não a possuem na grade curricular dos cursos de História.

Embora tardia, a institucionalização da disciplina no Brasil é resultado dos esforços dos movimentos negros que se mobilizaram fortemente para a criação da Lei 10.639/2003, que estabelece a obrigatoriedade da inclusão do “estudo da História da África e dos Africanos, a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional, resgatando a contribuição do povo negro nas áreas social, econômica e política pertinentes à História do Brasil”. Assim como a ascensão dos estudos sobre escravidão no Brasil, a partir da década de 1980, foi grandemente influenciada pela militância negra.

Reconhecemos o protagonismo da população negra na conquista de uma agenda para a abertura dos estudos africanos no Brasil, cuja finalidade era garantir um ensino que eduque todos os brasileiros para o respeito às diferenças e tenha a promoção da igualdade racial como uma de suas principais metas. Portanto, não tem lógica críticas radicais e opressoras contra qualquer pessoa que abraçou profissionalmente esse desafio.

Por fim, mas não menos importante, é preciso quebrar com o machismo, a misoginia e o racismo pessoal e estrutural que afeta a todos e todas. Estou certa que esse infeliz episódio não teria ocorrido se eu fosse homem, pois dezenas de eventos sobre História da África já foram realizados no Brasil por homens com ampla maioria de convidados brancos mas nunca houve qualquer crítica contra estes.

Apesar das críticas, continuarei formando pesquisadoras e pesquisadores de alta qualidade, fazendo investigações, lutando pela descolonização da história da África e das diásporas africanas e educando para a inclusão, porque a educação é a única escolha para tornar este mundo um lugar melhor.

Agradeço o apoio e a solidariedade que recebi pessoalmente de colegas, amigos e militantes brasileiros e estrangeiros, agradeço as moções públicas de apoio do GT Nacional de História da África da ANPUH, do Centro de História da Universidade de Lisboa e de numerosos pesquisadoras e pesquisadores vinculados à Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as – ABPN, da qual fui vice-presidente.

Vanicléia Silva Santos.
Coordenadora do GEAP – Grupo de Estudos de História da África Pré-Colonial/Grupo de Pesquisa Áfricas.
Professora de História da África (UFMG).
Belo Horizonte, 5 de agosto de 2019.

Divulgando: Simpósio Internacional – Novas epistemes para o estudo da África pré-colonial: agência africana e conexões

O simpósio pretende abordar temas da história da África pré-colonial compreendidos entre os séculos XIV e XIX, tendo como objetivo conhecer pesquisas sobre dinâmicas históricas das sociedades africanas, discutindo suas estruturas políticas e econômicas, bem como as relações com outros universos e povos. Seguindo a tendência que rompe com visões estáticas e conceitos colonialistas, as abordagens devem privilegiar também as dinâmicas dos contatos externos, como as relações do continente africano com as redes comerciais estabelecidas com o Mediterrâneo, o Oceano Índico e o Oceano Atlântico.

Eixos temáticos:
• Religiões africanas;
• Conceitos para o estudo dos encontros culturais na África – populações hifenizadas e
agentes intermediários;
• Transformações provocadas nas sociedades africanas pela dinâmica do comércio com o
Índico e o Atlântico e o desenvolvimento de comércios baseado em demandas externas;
• Cultura material e Artes Africanas, seus usos e colecionismos;
• Experiências africanas na diáspora;
• fontes e metodologias para a história da África;
• Experiências no ensino da África e suas diáspora.

 

Programação final (2)-1

Programação final (2)-2

Programação final (2)-3

Programação final (2)-4

Programação final (2)-5