Divulgando | Trilhas da democracia: Guerra em Moçambique

O tema do programa desta semana será Guerra em Moçambique e terá como convidados os pesquisadores Lucca Bussotti (professor visitante do programa de pós-graduação em Sociologia da UFPE) e Laura Nhaueleque (pesquisadora da Universidade Aberta de Lisboa).

O programa será apresentado neste domingo às 17h no canal do Brasil 247 e às 21h30 na TVU.

Divulgando | Moacir: Música e Memória

MOACIR: MÚSICA E MEMÓRIA

Encontro virtual do Projeto de extensão Vida e obra de Moacir Santos

Data: 09-12 de dezembro 2020

Coordenação: Luiza Reis (DH/UFPE) Sérgio Godoy (DM/UFPE)

PROEXC/UFPE

Programação e mais informações no perfil do Instagram @moacir_santoos

Divulgando | III Conferência Internacional Ativismos em África 2021

Recife, 14, 15, 16 de setembro 2021 [CONFERÊNCIA VIRTUAL]

Numa fase histórica em que o continente africano está vivendo grandes transformações, que em muitos casos ameaçam os espaços de liberdade individual e coletiva conquistados com grandes esforços mediante as lutas anticoloniais, a sociedade civil e nomeadamente os movimentos sociais representam o elemento fundamental para levar a frente um projeto de sociedade inclusivo e justo. Para compreender melhor tais lutas, analisando suas caraterísticas, inovações e capacidade de criação de redes solidárias, o Instituto de Estudos de África da Universidade Federal de Pernambuco, a Universidade Federal da Paraíba, o Centro de Estudos Internacionais do Iscte (CEI-Iscte) e o Centro de Estudos Sociais Amílcar Cabral (CESAC) de Bissau promoverão nos dias 14, 15, 16 de setembro de 2021, a 3ª Conferência Internacional Ativismos em África, no qual serão debatidos os novos perfis do ativismo social no continente africano e as perspetivas de mudança trazidas pelos mesmos.

Diante da atual pandemia covid19, que exige o cancelamento ou o adiamento dos diversos eventos, a comissão organizadora da III Conferência Internacional ATIVISMOS EM ÁFRICA 2021 (Recife, Brasil) está ciente dos desafios impostos pela crise sanitária e seus efeitos imprevistos efeitos em um futuro próximo. Levando em consideração a incerteza do retorno às universidades em condições seguras e a normalização do tráfego aéreo global, a comissão organizadora decidiu converter a III Conferência Internacional ATIVISMOS EM ÁFRICA 2021 em uma eConferência (Conferência Virtual).

A reorganização da conferência vai impor vários desafios aos participantes, acadêmicos, palestrantes e ao comitê organizador. Mas esse novo modelo de eConferência vai enriquecer todo o evento, permitindo a participação de acadêmicos e ativistas que não poderiam viajar ao Brasil para apresentar seu trabalho e movimento. Face a esta nova realidade, a comissão organizadora decidiu adiar o prazo do call for papers para 31 de dezembro de 2020.

Convidamos acadêmicos e ativistas a participar desta conferência e enviar seus trabalhos ou entrar em contato com o comitê organizador para apresentar seu movimento ativista e suas lutas nestes tempos desafiadores da pandemia COVID19.

Call for papers: https://activismsinafrica21.wordpress.com/call-for-papers/

As comunicações apresentadas na Conferência poderão ser publicadas, em forma de artigos, nas revistas académicas parceiras do evento, consoante os interesses temáticos e os procedimentos em vigor em cada uma dessas revistas:

Cadernos de Estudos Africanos (CEI-Iscte)

Debates Insubmissos (UFPE)

Estudos de Sociologia (UFPE)

Trans|form|ação (UNESP)

Canadian Journal of African Studies (CAAS)

Luso-Brazilian Review (University of Wisconsin Press)

Revista Brasileira de Estudos Africanos (CEBRAFRICA)

Divulgando | CHAMADA PARA SELEÇÃO DE BOLSISTAS NÚCLEO ERER/UFPE

Universidade Federal de Pernambuco

Núcleo de Políticas de Educação das Relações Étnico-Raciais – (Núcleo ERER)

CHAMADA PARA SELEÇÃO DE BOLSISTAS NÚCLEO ERER/UFPE

O Núcleo de Políticas de Educação das Relações Étnico-Raciais da Universidade Federal de Pernambuco (Núcleo ERER/UFPE), pelo presente instrumento, torna pública a seleção para 05 (cinco) bolsistas, estudantes da graduação, através do “Programa de Bolsa de Desenvolvimento Profissional”. Os bolsistas colaborarão com o núcleo no desenvolvimento de ações que contribuam para a implementação de políticas de Educação das Relações Étnico-Raciais na UFPE, constituindo importante instrumento de formação, preparação e qualificação para o mundo do trabalho e emprego.

O Núcleo ERER/UFPE tem como objetivo de promover a política de Educação das Relações Étnico-Raciais no âmbito da comunidade acadêmica e na sua relação com a sociedade, orientada pelo princípio da equidade para a garantia dos direitos educacionais e o combate ao racismo e às desigualdades que afetam a permanência e o desenvolvimento pleno da comunidade acadêmica da UFPE.

Pelo seu caráter de ação afirmativa e pela especificidade das vagas, este edital destina-se às pessoas autodeclaradas negras e indígenas membros dos grupos/núcleos/laboratórios sobre a temática ERER da UFPE.

Para mais informações:

Divulgando | 3ª Edição do Programa Prosseguir do CEERT – Divulgação

“O Programa Prosseguir tem como finalidade evidenciar futuras lideranças negras que estão nas universidades públicas e privadas, por meio de estratégias de fortalecimento e permanência acadêmica até a conclusão exitosa da graduação, além de estabelecer diálogos e pontes com o mercado de trabalho.

São 60 bolsas de estudos para universitários negros nas regiões metropolitanas de São Paulo, Salvador e Rio de Janeiro, no valor de R$600,00. Além da bolsa, o estudante participará de programa de fortalecimento de liderança e preparação para o mercado de trabalho, além de diálogos sobre equidade racial no trabalho e curso de inglês. As atividades da terceira edição do Programa Prosseguir ocorrerão entre os meses de fevereiro e dezembro de 2021.

O programa focaliza não só a transformação da vida dos participantes, como também sinaliza para a sociedade a importância de políticas públicas e institucionais de equidade racial e diversidade.”

As inscrições estão abertas até 06/12/2020 e podem ser realizadas no site https://prosseguir3e.ceert.org.br/

Divulgando | Prospecta UFPE – O Futuro da Consciência Negra e a Importância de uma Cátedra Frantz Fanon na UFPE

“O Prospecta UFPE do Instituto Futuro tem a missão de discutir e divulgar o que pensa a UFPE em relação a assuntos, temas, problemas fundamentais à existência humana, buscado fazer dialogar as ciências e as humanidades, diálogo que é raro ainda hoje no mundo acadêmico, na sociedade em geral. Em função dessa nossa responsabilidade, o Instituto Futuro da UFPE, neste mês da consciência negra, considera muito importante discutirmos a questão da injustiça social, da desigualdade racial a partir de um grande pensador, assim reconhecido no mundo todo, o grande pensador martinicano, psiquiatra, ensaísta e ativista político, Frantz Fanon.

Muitos estudos demonstram que o Brasil se nega a considerar os profundos abismos sociais que a Escravidão provocou, as profundas injustiças sociais que se perpetuaram desde então, desde antes da “abolição da escravatura” e continuando até os dias de hoje.

Diferente de outras regiões do mundo que estabeleceram leis de apartheid de diversos tipos, a sociedade brasileira foi especialmente hipócrita e cruel: a Constituição de 1824 não mencionava a palavra “escravo” ou “escravidão”, ignorando, de propósito, uma grande parcela da população do Pais, por um lado, mas por outro lado, proibindo crianças negras de irem às escolas. Houve uma lei que previa pena de morte apenas para escravizados, em 1835; também era proibido de professar as religiosidades de origem africana, enquadradas como magia negra e outros tantos adjetivos .

A determinação de que “todos são iguais perante a Lei” apenas deixou mais vulnerável a camada da população mais ignorada e desassistida, ao ser entendida como se vivesse em iguais condições de vida. Outras tantas leis, foram sendo aplicadas, no processo da historia social deste país que só aprofundaram as desigualdades, aumentou o sentimento de injustiça, deseducou as pessoas desde tenra idade, ao negar-lhe esse conhecimento, essa consciência. Agora, tantos séculos de injustiça passados, começamos a conhecer movimentos estruturados contra todo esse percurso de vergonha humana e eles precisam crescer. Vemos com alegria a UFPE inaugurar no dia 20 deste mês de novembro, seu .Núcleo de Politicas de Educação das Relações Étnico-raciais e ter, desde 2017, um Instituto de Estudos de África.

Nesses dias de Novembro, mês da consciência negra, em que devemos reforçar a necessidade de que o País consiga, num futuro bem próximo – evitar que o racismo siga injustiçando a maioria do povo brasileiro, convidamos todos a participar conosco desse momento de reflexão sobre um pensador que pautou sua vida na luta contra a divisão do mundo em opressores e oprimidos; na luta contra o condicionamento do negro pelo branco, contra a desumanização dos povos indígenas, e que escreveu livros fundamentais sobre o racismo. Também, para discutirmos a sobre a importância de a UFPE ter uma Cátedra com o nome Frantz Fanon. Uma luta que está em curso já a mais de um ano, encabeçada pelo professor Alexsandro de Jesus, do Departamento de Antropologia e Museologia da UFPE, uma cátedra que precisa ser reconhecida e um pensador que precisa ser estudado desde dentro da UFPE, e fazê-lo ecoar na Sociedade.

É este grande pensador e ativista político que vamos discutir, no dia 25 de Novembro, na próxima quarta feira, às 16 horas, com a palestra do professor Alexsandro de Jesus e os comentários do professor Vico Melo, professor da UFPB.

Compareça, contribua!

O professor Alexsandro de Jesus Silva Doutor em Sociologia, professor associado do Departamento de Antropologia e Museologia e membro do Comitê de Ética em Pesquisa da UFPE;

O professor Vico Melo é bacharel em Relações Internacionais pela UFPB, mestre em Ciência Política pela UFPE e Doutor em Pós-Colonialismo e Cidadania Global pelo Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra (CES/UC).

Para saber mais:

Livros de Frantz Fanon:

Os condenados da terra, 1961

Pele negra, Mascaras brancas, 1952

Alienação e Liberdade, 1952″.

Fonte: https://sites.ufpe.br/institutofuturo/2020/11/21/prospecta-ufpe-o-futuro-da-consciencia-negra-e-a-importancia-de-uma-catedra-frantz-fanon-na-ufpe/

Divulgando | Conferência com filósofo senegalês Souleymane Bachir Diagne

“A Aliança Francesa de Belo Horizonte convida o filósofo senegalês Souleymane Bachir Diagne para a conferência online “O pan-africanismo de ontem e amanhã para uma africanidade transatlântica”. O encontro é em francês, com tradução simultânea, e acontece no dia 20 de novembro, às 19h, no YouTube. A palestra faz parte das atividades do Mês da Consciência Negra.

Professor dos departamentos de filosofia e de francês da Columbia University (EUA) e produtor uma imensa obra sobre as tradições filosóficas e culturais da África e do mundo islâmico, Diagne vem trazendo discussões do tipo em vários países, promovendo o pensamento crítico.

O evento é uma realização da Aliança Francesa de Belo Horizonte junto com a Embaixada da França no Brasil e da Federação Brasileira dos Professores de Francês.

Sobre o palestrante

Nascido em Saint-Louis, Senegal, em 1955, Souleymane Bachir Diagne é professor de filosofia na Columbia University em Nova York desde 2008, onde dirige o Institute of African Studies. Formado em filosofia e matemática (formação na École Normale Supérieure na rue d’Ulm e na Universidade de Paris IV-Sorbonne em Paris), é considerado um dos maiores pensadores africanos contemporâneos.

Em 2004, a revista Le Nouvel Observateur selecionou-o entre os “25 grandes pensadores de todo o mundo” e a revista Jeune Afrique em 2007 entre as “100 personalidades que fazem a África”.

Antes de Nova York, ele ensinou filosofia por vinte anos na Cheikh Anta Diop University em Dakar, Senegal, e depois por oito anos na Northwestern University em Chicago. Sua pesquisa e ensino se concentram na história da lógica matemática, na história da filosofia, na filosofia do Islã e nas religiões, tradução, teorias pós-coloniais, bem como questões de literatura e filosofia em África.

O seu livro “BERGSON POS COLONIAL: O ELA VITAL NO PENSAMENTO LEOPOLD SEDAR SENGHOR E MUHAMMAD IQBAL” esta traduzido para o português e publicado pela editora Cultura e Barbárie. Este livro foi coroado em 2011 na França com o Prêmio Dagnan-Bouveret da Academia de Ciências Morais e Políticas, ano em que também obteve o Prêmio Edouard Glissant da Universidade de Paris VIII por toda sua obra.

Ele é membro associado da Royal Academy of Belgium e da American Academy of Arts and Sciences.”

Fonte: https://aliancafrancesabh.com.br/events/conferencia-com-filosofo-senegales-souleymane-bachir-diagne/

Chamada para artigos | Dossiê – A outra história: por uma narração alternativa das lutas de libertação nos PALOP | Revista Tempo e Argumento

Revista Tempo e Argumento (UDESC)

Dossiê: A outra história: por uma narração alternativa das lutas de libertação nos PALOP

Submissões até 31 de maio de 2021.

Volvidos cerca de 45 anos da obtenção das suas independências, os Países Africanos de Língua Portuguesa (PALOP) estão sendo atravessados por uma vaga de revisionismo historiográfico que abre novas chaves de leitura sobre o período crucial das lutas pelas independências levadas a cabo em Guiné-Bissau e Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Moçambique e Angola, assim como sobre o processo de descolonização por parte do governo português liderado pelo General Spínola e depois pelo General Costa Gomes, imediatamente depois do 25 de Abril de 1974. Uma tal tentativa de releitura do recente passado está ocorrendo apesar de enormes dificuldades, derivantes basicamente de um clima político não favorável a tais iniciativas, pelo menos naqueles países dos PALOP cujo nível de democracia real continua baixo e em que nunca houve alternância de governo, entre os quais os dois maiores, Angola e Moçambique.

No caso dos PALOP, o lema de que “a história é escrita pelos vencedores” representa uma realidade concreta, que moldou toda a historiografia oficial, principalmente graças ao fato de que todos esses países passaram por uma experiência de adesão ao marxismo-leninismo, com regimes a partido único, que adotaram uma versão da história linear, apologista e unilateral, desconsiderando complexas dinâmicas internas aos movimentos de libertação, que ficaram assim quase que completamente negligenciadas.

Pelo contrário, em todos os PALOP existe uma “outra história”, que inicia de uma necessária reconsideração do processo de descolonização levado a cabo pelo governo português de Salvação Nacional, e termina com possíveis opções políticas “alternativas” que entretanto foram apagadas – por vezes, como no caso de Moçambique, de forma extremamente violenta – e que, apesar da introdução, na década de 1990, do multipartidarismo, da liberdade de expressão e de imprensa, até hoje continuam amplamente ocultadas e incapazes de competir com a historiografia oficial e suas versões de frequente “míticas” e construídas a partir de fontes duvidosas.

Por isso julgámos que tenha chegado a hora de repensar na fundação e na evolução das independências dos PALOP, usando fontes alternativas, quer orais, quer documentais, hoje em parte disponíveis, abrindo assim um debate historiográfico sério e desprovido do pendor político e ideológico que o tem caraterizado até hoje. O período que o dossiê considera mais crucial é o das lutas de libertação, assim como dos primeiros anos das experiências socialistas dos PALOP, em que se construiu a historiografia oficial e em que os regimes socialistas expressaram a sua face mais dura.

O presente dossiê tenciona portanto refletir sobre o pós-colonial nos PALOP, convidando os autores a propor artigos sobre assuntos inovadores e desafiadores, tais como, a mero título de exemplo:

  1. A descolonização portuguesa e seus impactos nos movimentos de libertação, com um foco especial nas dinâmicas internas a tais movimentos;
  2. A revisão do “mito fundador” que os vários PALOP criaram e difundiram, tornando-se história oficial, mas sem o uso de fontes fidedignas;
  3. A revisão da componente militar da luta pela independência e a importância que esta teve no resultado final;
  4. A relação entre adesão ao marxismo-leninismo e direitos humanos, principalmente no que diz respeito aos direitos políticos dos opositores;
  5. A revisão de figuras que a historiografia oficial tem classificado de “reacionárias” e “antipatrióticas”, mas que hoje estão merecendo uma abordagem mais crítica e uma reinserção na história dos vários PALOP;
  6. As datas, os símbolos, os heróis da história oficial diante a sua revisão crítica na construção da identidade nacional;
  7. Os processos de exclusão de grupos étnico-linguísticos ao longo do processo de lutas pela independência nacional e da formação do Estado-nação;
  8. A questão das fontes usadas pela historiografia oficial e seu questionamento;

A comparação entre os vários PALOP no que toca à experiência da luta de libertação nacional.

Organizadores:

Luca Bussotti (UFPE e CEI ISCTE-IUL)

Marc Jaquinet (Universidade Aberta de Lisboa)

Divulgando | Pierre Fatumbi Verger por Rubens Ricupero – Exposição “Todos Iguais, Todos Diferentes?”

No dia 31 de agosto de 2019, data da inauguração da exposição Todos Iguais, todos diferentes? que aconteceu no MIS de São Paulo, os visitantes e convidados presentes tiveram a oportunidade de assistir a fantástica palestra de Rubens Ricupero à respeito da história da escravidão, da política cultural do Brasil nos anos 1970 e da vida e obra de Pierre Verger. Para divulgar essa palestra magistral, a Fundação Pierre Verger junto com o MIS decidiu disponibilizá-la na integra no seu canal youtube.

Rubens Ricupero, que já foi diplomata, embaixador do Brasil, diretor da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) e ministro da Fazenda, levou ao público uma enorme bagagem de conhecimentos e informações adquiridos ao longo dos anos da sua vida pública e de convivência com o seu amigo Pierre Fatumbi Verger, apresentando para o público uma aula sensacional na qual revelou importantes fases da vida de Verger, contextualizando-as com momentos históricos no Brasil e no Mundo.

Ricupero iniciou sua apresentação revelando duas angústias de Verger ao final da sua vida: a preocupação com os mais de 60 mil negativos e de não poder terminar a edição do livro Ewé. Contou como o conheceu, há 46 anos, quando exercia o cargo de Chefe de Divisão de Difusão Cultural do Itamarati, no auge do período mais tenebroso da Ditadura Militar. Relatou que o clima não era favorável, especialmente para as culturas africanas e afro-brasileiras, pois havia uma desconfiança profunda em relação a esse tema e que o Brasil não tinha sensibilidade para entender a diáspora africana. Então, falar dessa cultura em plano público estimularia a divisão do país e a criação de um movimento negro inspirado no que acontecia nos Estados Unidos, o que poderia fragmentar a sociedade brasileira e, por isso, havia uma atitude de desconfiança e de hostilidade aos temas trabalhados por Verger.

Para Ricupero, é quase um autêntico milagre que nessa atmosfera tenha se dado o renascimento do interesse pela África, e Verger teve um papel fundamental e extraordinário pois era um homem que passava de uma cultura à outra e trazia uma cultura para a outra. No fluxo e refluxo, Verger juntava as pessoas.
Tratou também da ligação de Verger com Roger Bastide, dos almoços com o antropólogo baiano Vivaldo da Costa Lima e da relação com Mãe Senhora, além de outros momentos interessantes como o encontro com uma comitiva de homens iorubás em missão no Brasil, quando percebeu a conexão entre Bahia e África nas saudações no Mercado Modelo e em encontro no Terreiro de Olga do Alaketu.
Ricupero confessa ainda que tudo que aprendeu sobre essas culturas deve a Verger e finaliza lendo trechos do verbete que ele escreveu para a ONU, no qual ele homenageia o amigo.

DIVULGANDO | XI COPENE – “NEGRAS ESCREVIVÊNCIAS, INTERSECCIONALIDADES E ENGENHOSIDADES”

Prezados e prezadas,  

O COPENE, nesta décima primeira edição, apresenta o tema: “NEGRAS ESCREVIVÊNCIAS, INTERSECCIONALIDADES E ENGENHOSIDADES”. O tema escrevivências busca dar destaque para as experiências coletivas dos corpos negros, especialmente das mulheres negras, como foco da dupla discriminação de raça e gênero; articula-se com a interseccionalidade que remete aos cruzamentos de hierarquizações de raça com outros eixos de desigualdade social, tais como gênero, identidade de gênero, sexualidade, classe, idade, deficiências, diferenças linguísticas; e com engenhosidades que remete a emergência da criatividade e resistências negras para lidar com as ambiguidades do contexto atual, de recrudescimento de políticas públicas e políticas identitárias ao mesmo tempo em que alguns frutos de ações afirmativas se manifestam. A Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as – ABPN e a Universidade Federal do Paraná (UFPR) no papel de instituições organizadoras desta edição do COPENE vem por meio desta realizar chamada aberta a especialistas, mestres e doutores com produção acadêmica concernentes às áreas priorizadas nos eixos temáticos a seguir:

  1. Afrocentricidade: contribuições para pesquisas e práticas sociais no Brasil.
  2. Alvos negros: guerra às drogas, encarceramento e juvenicídio.
  3. Currículo y diáspora africana em América Latina y el Caribe. Experienciais, alcances y desafios.
  4. Filosofia africano-brasileira: diálogos filosóficos entre o Atlântico e o Índico. 
  5. Intolerância Religiosa e Racismo Religioso no Brasil: desafios epistemológicos.
  6.  Literatura, Língua e Artes: Linguagens d’Áfricas e suas diásporas Memórias e Histórias de Bairros Negros e Populações Negras no Século XX. 
  7. Nós por nós – Matriarcado Afreekana Narrativas Cruzadas Negros ao Brasil.
  8. Professoras doutoras negras e suas práticas de insurgências nos espaços acadêmicos. 
  9. Relações étnico-Raciais: espaço escolar e não escolar na efetivação da luta antirracista.
  10. Vozes Apagadas: (R) Existências de Travestis e Mulheres Transexuais Negras no Brasil.

Informação importante: 

 Começa dia primeiro (1°) de setembro (09) de 2020 e vai até o dia seis (06) de novembro (11) de 2020 o recebimento de capítulos para publicação especial do XI COPENE.  

Se atente ao cronograma: 

01 de set. 2020 – Início do recebimento de capítulo para publicação especial. Inscrição realizada exclusivamente via site: https://www.copene2020.abpn.org.br/site/capa

Formato do artigo: Seguir orientações do Template.

06 de nov. 2020 – Término do recebimento de capítulo para publicação especial 

14 de dez. 2020- Avaliação das/os coordenadoras/es 

10 de jan. 2020- Confecção do ebook pela editora 

Março – 2021- Impressão  

Maio- 2021- Divulgação no evento presencial do XI COPENE 

Qualquer dúvida, por favor, contate-nos – xicopene2020@gmail.com